top of page

Ondas de Choque na Disfunção Erétil: Como É a Sessão na Prática

Foto do escritor: Dr. Bruno Benigno
Dr. Bruno Benigno
22 de set. de 2025
9 min de leitura

Atualizado: há 2 dias


Resposta rápida: a terapia por ondas de choque de baixa intensidade (Li-ESWT) aplica ondas mecânicas, e não elétricas, em pontos específicos do pênis e do períneo para estimular a formação de novos vasos sanguíneos. Ela costuma ser indicada para disfunção erétil leve a moderada, em homens que ainda têm alguma ereção. Na Clínica Uro Onco, o protocolo usual tem 6 sessões semanais de cerca de 30 minutos. Os estudos mostram melhora modesta da ereção, e o tratamento deve ser visto como complementar, sempre após avaliação com o urologista.

O comprimido para ereção deixou de funcionar, trouxe dor de cabeça e nariz entupido, ou você simplesmente não quer depender dele? Muitos homens chegam ao consultório com medo de que o próximo passo seja obrigatoriamente a injeção no pênis ou a prótese peniana.


Neste artigo, o Dr. Bruno Benigno, urologista e uro-oncologista em São Paulo (CRM-SP 126265 | RQE 60022), e a fisioterapeuta pélvica Dra. Dalila Duarte explicam a terapia por ondas de choque para disfunção erétil: como funciona, quem pode fazer, como é a sessão e o que a ciência realmente mostra.


Atualizado em 20 de outubro de 2026 · Revisão médica: Dr. Bruno Benigno, urologista (CRM-SP 126265)


Pontos-chave deste artigo


  • Ondas de choque para disfunção erétil não são choque elétrico: são ondas mecânicas de baixa intensidade.

  • O objetivo é estimular a formação de novos vasos sanguíneos no tecido do pênis (neovascularização).

  • A melhor indicação é a disfunção erétil leve a moderada, em homens que ainda têm alguma ereção.

  • Uso de anticoagulante, marca-passo e placas metálicas próximas à pelve são contraindicações.

  • O protocolo usual da Clínica Uro Onco tem 6 sessões, uma por semana, de cerca de 30 minutos.

  • O benefício nos estudos é modesto e, após a prostatectomia, a evidência ainda é limitada.


O que é a terapia por ondas de choque para disfunção erétil?


A terapia por ondas de choque de baixa intensidade (Li-ESWT, na sigla em inglês) é um tratamento que aplica ondas mecânicas no pênis para provocar um estresse biológico controlado. Esse microtrauma estimula o organismo a formar novos vasinhos e a melhorar a circulação do tecido responsável pela ereção.


O princípio é o mesmo do aparelho ortodôntico: uma força mecânica constante faz o dente se mover e o tecido se remodelar. A técnica veio da medicina esportiva, onde é usada há anos em lesões de ombro, calcanhar e planta do pé, e depois foi trazida para a urologia.


Existem aparelhos focais ou lineares e aparelhos radiais. Uma metanálise publicada no Urology Annals em 2025 encontrou melhora da ereção com os dois tipos, com resultados mais consistentes nos aparelhos focais [3]. Na prática: o tipo de aparelho e os parâmetros usados fazem diferença, e isso deve ser conversado antes de iniciar.


Para entender por que a circulação é tão importante, vale lembrar que o pênis funciona como um sistema hidráulico: duas câmaras (os corpos cavernosos) se enchem de sangue pela artéria cavernosa e a saída do sangue é comprimida, mantendo a ereção.


Quem pode fazer o tratamento com ondas de choque?


Ondas de choque costumam ser indicadas para homens com disfunção erétil leve a moderada que ainda têm alguma ereção e buscam mais rigidez. O tratamento não transforma ausência total de ereção em ereção.


  • Homens com disfunção erétil leve a moderada, de origem principalmente vascular.

  • Quem teve efeitos colaterais com sildenafila ou tadalafila (dor de cabeça, nariz entupido, mal-estar).

  • Quem usou comprimidos por anos e deixou de responder, com o objetivo de voltar a responder à medicação.

  • Quem prefere tentar uma alternativa complementar antes de injeções ou prótese peniana.


Situação

Ondas de choque?

Disfunção erétil leve a moderada, com alguma ereção

Pode ser indicada

Ausência total de ereção

Benefício improvável

Uso de anticoagulante

Contraindicada

Marca-passo

Contraindicada

Placas ou implantes metálicos próximos à pelve

Em geral, não realizada

Tabagismo e aterosclerose avançada

Resposta costuma ser pior


Antes de qualquer tratamento, o urologista investiga a causa. Queda de libido por cansaço, sono ruim, testosterona baixa ou problemas no relacionamento não é a mesma coisa que disfunção erétil, e pede outra abordagem. Veja também como escolher entre medicação e prótese peniana.


Ondas de choque funcionam? O que dizem os estudos


Os estudos mostram uma melhora modesta da ereção. A revisão Cochrane de 2025, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, reuniu 21 ensaios randomizados com 1.357 homens e encontrou ganho médio de cerca de 4 pontos na escala de função erétil (IIEF-EF) em até 3 meses, comparado ao tratamento simulado, com certeza de evidência baixa [1]. Na prática: alguns homens melhoram de forma perceptível, outros pouco, e não dá para prometer resultado.


Uma metanálise de 2026 no The Journal of Sexual Medicine confirmou melhora estatística em 1, 3 e 6 meses, mas a maioria dos estudos não atingiu a diferença considerada clinicamente importante [2]. Em termos simples: o efeito existe, mas é menor do que muitas propagandas sugerem.


As diretrizes refletem essa cautela. A Associação Europeia de Urologia (EAU) admite o uso em disfunção erétil vasculogênica leve, com recomendação fraca, e a Associação Americana de Urologia (AUA) ainda considera o tratamento em investigação. Uma revisão brasileira publicada no International Braz J Urol chega à mesma conclusão: resultados promissores, que pedem estudos maiores [5].


Ondas de choque funcionam depois da cirurgia de próstata?


Depois da prostatectomia radical, a evidência ainda é limitada e pouco consistente. Um estudo prospectivo publicado no Translational Andrology and Urology com aparelho radial, iniciado logo após a cirurgia com preservação de nervos, não mostrou diferença significativa na recuperação precoce da ereção em 3 meses [4]. Na prática: após o câncer de próstata, as ondas de choque podem entrar como complemento, nunca como substituto da reabilitação peniana padrão.


Na experiência da Dra. Dalila Duarte com os pacientes da clínica, a resposta depende da idade, do tipo de cirurgia e da gravidade do tumor, e homens que não usavam medicação antes tendem a responder melhor. Saiba mais em vida sexual após a retirada da próstata.


Como é a sessão de ondas de choque na prática?


A sessão dura cerca de 30 minutos, é feita em área reservada da clínica e, segundo os pacientes, é praticamente indolor: eles sentem apenas o impacto.


  1. Avaliação inicial com a fisioterapeuta, sempre com encaminhamento do urologista.

  2. Estímulo da circulação com bomba de vácuo ou vibração peniana por alguns minutos.

  3. Paciente deitado, com gel na região. Primeiro, dois pontos no períneo (abaixo da bolsa escrotal), onde fica a raiz do pênis.

  4. Depois, um ou dois pontos em cada lateral do pênis, conforme o comprimento.

  5. Cerca de 1.000 impactos por ponto (2 a 3 minutos cada), frequência de 5 Hz, total de 4.000 a 6.000 impactos.

  6. Finalização com bomba de vácuo ou vibração e higienização.


Parâmetro

Protocolo usual na Clínica Uro Onco

Número de sessões

6

Frequência

1 vez por semana (cerca de 1 mês e meio)

Duração da sessão

Cerca de 30 minutos

Pontos de aplicação

2 no períneo + 2 a 4 nas laterais do pênis

Impactos por ponto

Cerca de 1.000

Áreas poupadas

Glande, bolsa escrotal, uretra (face inferior) e face dorsal


A glande, a bolsa escrotal, a face de baixo do pênis (por onde passa a uretra) e a face de cima (onde ficam os nervos da ereção e a veia dorsal) não recebem impacto. Esse cuidado é o que torna o tratamento seguro.


Quiz: teste o que você aprendeu


Leia cada afirmação, pense se é verdade ou mito e toque nela para ver a resposta.


MITO. São ondas mecânicas de baixa intensidade, que agem por impacto, e não por corrente elétrica.

MITO. A indicação é para disfunção erétil leve a moderada, em quem ainda tem alguma ereção e busca mais rigidez.

VERDADE. Anticoagulante e marca-passo estão entre as contraindicações.

VERDADE. Glande, bolsa escrotal, uretra e face dorsal do pênis são poupadas para evitar lesões.

MITO. A medicação prescrita pode ser tomada no mesmo dia; o que se evita é relação sexual no dia da aplicação.


Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso? Fale com a equipe da Clínica Uro Onco pelo WhatsApp.



Posso tomar remédio para ereção no dia da sessão? E os cuidados depois?


Sim. É possível tomar tadalafila ou sildenafila no mesmo dia da sessão, se o seu urologista tiver prescrito. Depois da aplicação, as orientações são simples:


  • Não expor a região ao sol.

  • Usar roupa íntima mais larga e evitar calças apertadas.

  • Evitar relação sexual e masturbação no dia da aplicação.

  • Respeitar o intervalo de uma semana entre as sessões para o tecido se recuperar.


A bomba de vácuo também pode ser usada em casa, mas só com orientação: usada de forma errada, pode machucar a pele ou puxar a bolsa escrotal. Veja o papel da fisioterapia pélvica na recuperação da ereção.


Ondas de choque têm efeitos colaterais?


Quando bem aplicadas, os efeitos colaterais são leves e passageiros: dor ou desconforto local e, em pele mais sensível, pequenas manchas roxas. Na revisão Cochrane, o risco de eventos adversos foi semelhante ao do tratamento simulado [1].


Sinais de alerta que não são normais e pedem contato imediato com o médico: sangue na urina, dor no testículo e dificuldade para urinar.


Quando procurar um urologista?


  • Dificuldade para iniciar ou manter a ereção na maioria das relações.

  • Comprimidos para ereção que deixaram de funcionar ou causam efeitos colaterais.

  • Disfunção erétil após cirurgia, radioterapia ou bloqueio hormonal para câncer de próstata.

  • Disfunção erétil com diabetes, pressão alta, colesterol alto ou tabagismo — pode ser um sinal precoce de doença cardiovascular.

  • Queda de libido, cansaço e sono ruim, que podem indicar testosterona baixa.


Você já tinha ouvido falar em ondas de choque para disfunção erétil? Fale com a equipe da Clínica Uro Onco. O atendimento é presencial em São Paulo ou por teleconsulta, para pacientes de todo o Brasil.




Perguntas frequentes sobre ondas de choque para disfunção erétil


É um tratamento que aplica ondas mecânicas de baixa intensidade no pênis e no períneo para estimular a formação de novos vasos sanguíneos e melhorar a circulação do tecido erétil. Não é choque elétrico e não exige anestesia.

Os protocolos variam. Na Clínica Uro Onco, o mais usado tem 6 sessões, uma por semana, de cerca de 30 minutos cada, totalizando cerca de um mês e meio de tratamento. Alguns estudos usam até duas sessões por semana.

Em geral, não. Os pacientes relatam sentir apenas o impacto. Pode haver desconforto local leve ou pequenas manchas roxas em pele sensível, que melhoram sozinhos.

Homens em uso de anticoagulante, com marca-passo ou com placas metálicas próximas à pelve, em geral, não fazem o tratamento. Também há pouco benefício esperado em quem não tem nenhuma ereção.

A evidência após a cirurgia de próstata ainda é limitada e os resultados são variáveis. O tratamento pode ser usado como complemento da reabilitação peniana, com expectativa realista, após avaliação com o urologista.

Nem sempre. O objetivo é melhorar a rigidez e, em alguns casos, fazer o homem voltar a responder aos comprimidos. Os estudos mostram benefício modesto, por isso o tratamento é considerado complementar.



Sobre o autor


Dr. Bruno Benigno é urologista e uro-oncologista, fundador da Clínica Uro Onco, com mais de 1.500 cirurgias robóticas realizadas em hospitais de excelência em São Paulo (Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, Nove de Julho, Beneficência Portuguesa e Hospital Santa Catarina). Atua em câncer de próstata, rim e bexiga e em cirurgias minimamente invasivas. CRM-SP 126265 | RQE 60022.


Se este conteúdo foi útil, compartilhe com quem precisa. Tem dúvidas? Agende uma avaliação com o Dr. Bruno Benigno.


WhatsApp: (11) 99590-1506 | Telefone: (11) 2769-3929 | R. Borges Lagoa 1070, Cj 131, Vila Mariana – São Paulo/SP



Referências bibliográficas


  1. Ergun O, Kim K, et al. Low-intensity shockwave therapy for erectile dysfunction. Cochrane Database Syst Rev. 2025;7(7):CD013166. doi:10.1002/14651858.CD013166.pub3. Acesse o estudo original

  2. You CH, et al. A close look at the evidence on low-intensity shockwave therapy in erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. J Sex Med. 2026;23(4). doi:10.1093/jsxmed/qdag070. Acesse o estudo original

  3. Ramadhani T, Warli SM, et al. Comparative effectiveness radial shockwave therapy versus focused linear shockwave therapy as an erectile dysfunction treatment: systematic review and meta-analysis. Urol Ann. 2025;17(2):84-91. doi:10.4103/ua.ua_13_25. Acesse o estudo original

  4. Bryk DJ, Murthy PB, et al. Radial wave therapy does not improve early recovery of erectile function after nerve-sparing radical prostatectomy: a prospective trial. Transl Androl Urol. 2023;12(2):209-216. doi:10.21037/tau-22-310. Acesse o estudo original

  5. Vieiralves RR, Schuh MF, et al. Low-intensity extracorporeal shockwave therapy in the treatment of erectile dysfunction: a narrative review. Int Braz J Urol. 2023;49(4):428-440. doi:10.1590/S1677-5538.IBJU.2023.9904. Acesse o estudo original


Este conteúdo tem caráter educativo e é baseado em evidências científicas atuais. Não substitui a consulta médica. Consulte um especialista para avaliação individual.


1 comentário

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
hemi.mayling
15 de set.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Uma das coisas que mais me interessa nos jogos digitais é perceber como diferentes elementos conseguem influenciar nossa atenção. Sons, animações, símbolos e mudanças rápidas na tela criam um ritmo próprio, e joker's jewels é um bom exemplo disso. Durante uma sessão, comecei a reparar menos no resultado de cada rodada e mais na experiência visual como um todo. Foi curioso perceber como eu naturalmente ficava esperando pelo próximo movimento. Desde então, tento fazer pequenas pausas para não entrar naquele modo automático em que simplesmente continuo clicando. Não significa deixar de aproveitar o jogo, mas encontrar um equilíbrio entre diversão e consciência do tempo que estou realmente dedicando à atividade.

Curtir
Hospital Oswaldo Cruz | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Sírio Libanês | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Nove de Julho | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Santa Catarina | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Vila Nova Star | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo

Rua Borges Lagoa 1070, Cj 131 | Cobertura 1 | 04038-002 | São Paulo - SP

11 99590-1506

©  2026 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265 | REQ 60022 - CNPJ: 30.058.810/0001-60

Política de Privacidade

bottom of page