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Terapia Focal (HIFU e Crioablação) no Câncer de Próstata: o que muda com a nova regra do CFM?

  • Foto do escritor: Dr. Bruno Benigno
    Dr. Bruno Benigno
  • 22 de jul.
  • 3 min de leitura

O Brasil deu um passo decisivo rumo à medicina de precisão para o câncer de próstata. Com a autorização do Conselho Federal de Medicina (CFM), duas técnicas de terapia focal — HIFU e Crioablação — passam a integrar o arsenal terapêutico nacional com critérios claros de segurança e indicação. Na prática, isso significa possibilidade real de tratar apenas o foco do tumor, preservando a próstata, reduzindo complicações e protegendo a qualidade de vida.



Por décadas, o imaginário masculino foi marcado por um estigma: operar a próstata significava, quase inevitavelmente, usar fraldas e perder a potência sexual. Essa “cicatriz social” tem raízes em cirurgias e radioterapias realizadas quando os diagnósticos eram tardios e os recursos técnicos, limitados. Hoje, o cenário é outro.

Diagnósticos chegam mais cedo com PSA, toque retal, ressonância magnética e PET; a cirurgia evoluiu com a plataforma robótica; a radioterapia tornou-se mais precisa. E, agora, a terapia focal surge como opção estratégica em casos selecionados.

O conceito é direto: localizar o tumor, atingir o foco e poupar o restante do órgão. HIFU (High Intensity Focused Ultrasound) aquece pontualmente o tecido tumoral usando energia sonora concentrada; a Crioablação congela o alvo com agulhas posicionadas pelo períneo. Em ambos, o objetivo é destruição do tumor com mínima interferência nos nervos da ereção e no esfíncter urinário.



Mas há um ponto crucial: não é para todos. A terapia focal é indicada quando o câncer está confinado, pequeno e com agressividade intermediária — tipicamente ISUP 2 (Gleason 7). Em tumores muito pouco agressivos, muitas vezes a melhor conduta é a vigilância ativa, sem tratamento imediato. Quando a doença é multifocal ou avançada, persiste a necessidade de terapias radicais (cirurgia ou radioterapia).


A boa notícia se estende ao chamado “resgate pós-radioterapia”. Se o tumor reaparece anos após irradiar a próstata, reirradiar não é opção — e operar torna-se complexo, com alto risco de incontinência e impotência. Nesse contexto, a terapia focal nasceu e floresceu: queimar ou congelar apenas o foco recorrente, poupando estruturas vitais.


No pós-procedimento, o relato é consistente: internação breve, poucos dias de sonda, retorno ao trabalho em menos de duas semanas e baixo índice de sangramento. O acompanhamento é parte do acordo: como a próstata é preservada, novos focos podem surgir e exigem vigilância (PSA, imagem e, quando indicado, nova biópsia).


Com a portaria do CFM, o país consolida o aspecto regulatório. O próximo movimento — já em curso — é operacional: manutenção dos equipamentos, reposição de insumos importados e expansão da oferta no sistema público e privado. Em São Paulo, centros de referência iniciam a reativação e pacientes começam a ser preparados para os primeiros procedimentos dentro desse novo marco.

O que isso representa para o paciente? Opções. Para o homem certo, no momento certo, com o tumor certo, a terapia focal pode significar tratar o câncer preservando o que define a vida cotidiana: controle da urina, função sexual, retorno rápido ao trabalho e ao convívio. Informação de qualidade é o antídoto contra o medo — e a conversa franca com o urologista é o primeiro passo para decidir com segurança.


Se você recebeu um diagnóstico de câncer de próstata — ou se busca uma segunda opinião — nossa equipe de uro-oncologia está pronta para avaliar seu caso, discutir elegibilidade para terapia focal e desenhar um plano personalizado. Entre em contato. A decisão certa começa com a informação certa.


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Dr. Bruno Benigno | Urologista | CRM SP 126265 | RQE 60022

Equipe da Clínica Uro Onco - São Paulo - SP




 
 
 

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