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Pós-operatório da cirurgia de próstata: guia completo

Foto do escritor: Dr. Bruno Benigno
Dr. Bruno Benigno
8 de set.
12 min de leitura

O pós-operatório da cirurgia de próstata costuma assustar mais do que a própria cirurgia. E existe uma explicação simples para isso: a operação dura cerca de duas horas e você estará dormindo. A recuperação dura meses — e você estará acordado, em casa, com uma lista de perguntas que ninguém teve tempo de responder na consulta.

Nas semanas que antecedem a cirurgia, quase todo paciente chega ao consultório com as mesmas dúvidas. O que acontece nas primeiras 24 horas? Por quantos dias fico com a sonda? Posso tomar banho? Quando volto a dirigir, trabalhar e treinar? Qual deve ser o meu PSA depois que a próstata for retirada? E a ereção — ela volta mesmo?

Este guia reúne, em um único texto, as respostas que eu dou todos os dias no consultório sobre o pós-operatório da prostatectomia radical robótica. Ele é a versão escrita e ampliada do vídeo Como é o pós-operatório da cirurgia de retirada da próstata, do nosso canal no YouTube. Não é um texto técnico para médicos: é um texto para você, que vai operar, ou para quem vai cuidar de você. Informação faz parte da preparação — e paciente preparado recupera melhor.

Antes de falar de recuperação: por que a anatomia explica tudo

Quase toda dúvida do pós-operatório se resolve quando você entende o que exatamente foi retirado.

A cirurgia para o câncer de próstata se chama prostatovesiculectomia radical: retiramos a próstata e também as vesículas seminais, estruturas coladas nela que produzem parte do líquido do sêmen. Por isso o nome tem duas partes.

A próstata fica entre a bexiga e o esfíncter urinário e funciona como um conector: a urina sai da bexiga, atravessa o meio da próstata (a uretra prostática) e segue para a uretra membranosa e peniana. Quando a próstata é retirada, essa ponte desaparece — e a bexiga precisa ser costurada diretamente no esfíncter. Essa costura tem nome: anastomose uretrovesical.

Duas estruturas são preservadas sempre que a doença permite:

  • O esfíncter urinário, um pequeno músculo que abre e fecha e é o responsável pelo seu controle da urina.

  • Os nervos da ereção, uma fina teia de nervos que corre por fora da cápsula da próstata.

Na nossa equipe usamos uma técnica chamada hidrodissecção: antes de manipular os nervos, injetamos soro fisiológico para separá-los delicadamente da próstata, o que permite uma preservação mais precisa. É importante entender que essa preservação só é possível quando o tumor não invadiu essas estruturas — a prioridade, sempre, é o controle oncológico.

Guarde isso, porque as duas grandes queixas do pós-operatório — o controle da urina e a ereção — dependem diretamente dessas duas estruturas.

Por onde a próstata é retirada?

Essa é, talvez, a dúvida que os pacientes mais têm vergonha de fazer. E a resposta é tranquilizadora: a próstata sai pelo abdômen, nunca pelo pênis.

Na cirurgia robótica, fazemos pequenos furos na barriga, por onde entram cânulas chamadas trocáteres. Ao final, o corte do umbigo é ampliado para cerca de 4 cm e a próstata é retirada dentro de um saquinho próprio. Você sairá do hospital com curativos pequenos na barriga — nada mais do que isso.

O dia da cirurgia: o que realmente acontece

A internação costuma durar 24 horas. Você interna no mesmo dia, cerca de duas horas antes. Pacientes que vêm de outros estados ou do interior normalmente internam na véspera e dormem no hospital.

Ao chegar, você não vai direto para a sala de operação: é levado ao quarto, fica com a família, toma banho e troca de roupa. Depois, a equipe de transporte leva você ao centro cirúrgico, onde o anestesista inicia a anestesia geral. Você adormece antes de qualquer procedimento — inclusive antes da passagem da sonda.

Sobre o tempo: a cirurgia em si dura de 1 a 1 hora e meia, podendo chegar a 2 horas quando é necessário remover os linfonodos ao redor da próstata. Somando o tempo de anestesia antes e o despertar depois, calcule cerca de 3 horas dentro do centro cirúrgico. Depois de acordar, você ainda passa pela sala de recuperação anestésica antes de voltar ao quarto.

A anestesia tripla e o controle da dor

Trabalhamos com o que a anestesia moderna chama de anestesia combinada, ou bloqueio triplo: anestesia geral associada a bloqueios locais. O motivo é prático — o bloqueio reduz a dose de anestésico geral necessária. O resultado é um despertar melhor, com menos sensação de ressaca, menos náusea e menos vômito.

Hoje a dor é tratada como um sinal vital, ao lado da pressão, da temperatura e da saturação. E não é preciosismo: quanto menos dor, mais cedo você sai da cama, menos prisão de ventre você tem e mais rápido é o seu retorno.

As primeiras horas no quarto: o que ninguém te avisa

Existe um medo quase universal no primeiro dia: o medo de se mexer. Será que eu solto os pontos?

Você pode se movimentar normalmente. Não há restrição de movimento. Você pode sair da cama, com calma e pedindo ajuda se sentir tontura, e pode se alimentar no mesmo dia. Na grande maioria dos casos, o pós-operatório não é feito em UTI, e sim em apartamento, com a família ao lado.

Há, porém, uma sensação que assusta e é absolutamente normal: a vontade intensa de urinar ao acordar. Isso acontece porque o balão da sonda está dentro da bexiga, que interpreta aquilo como um corpo estranho e tenta expulsá-lo. Em torno de 6 a 7 horas depois da cirurgia, o cérebro se acostuma e essa sensação diminui muito.

A sonda urinária: por que ela existe e como conviver com ela

Se há um item que domina o pós-operatório, é a sonda. Vamos por partes.

Por que ela é necessária? Porque a bexiga foi costurada no esfíncter, e essa costura precisa ficar em repouso por pelo menos 7 dias. Se a bexiga ficasse enchendo e esvaziando, a cicatrização estaria em risco. A sonda mantém a bexiga vazia enquanto a anastomose cicatriza.

Como ela é? Uma sonda de silicone, passada com lubrificante e anestésico ainda no centro cirúrgico, com você dormindo. Ela tem um orifício de drenagem na ponta e um pequeno balão inflado com água dentro da bexiga — é esse balão que impede que ela saia.

Por quantos dias? Em geral, 7 dias. Em cirurgias tecnicamente mais difíceis, pode chegar a 10 dias; em casos raríssimos, duas semanas. Na prática, cerca de 99% dos pacientes ficam no máximo 7 dias com a sonda.

Dói tirar? Não. A retirada é feita no próprio consultório, em poucos minutos: o médico desinsufla o balão, pede que você faça força para urinar e a sonda simplesmente sai.

As duas bolsas coletoras — e o truque para dormir a noite inteira

No hospital, você usa uma bolsa coletora grande, de até 2 litros. Para casa, trocamos por uma bolsa de perna (a leg bag), presa na coxa ou na panturrilha, discreta e fácil de esvaziar no vaso sanitário.

O detalhe que muda a qualidade do sono: a bolsa de perna comporta cerca de 600 ml e enche em 2 ou 3 horas. Ninguém quer acordar quatro vezes por noite. Por isso, orientamos:

  • À noite, abra a válvula da bolsa pequena e conecte nela a bolsa grande. Deite e durma.

  • De manhã, a urina estará toda na bolsa grande. Desconecte, feche a bolsa pequena e siga a rotina.

  • Esvazie a bolsa grande com calma, depois do banho.

Pergunte ao seu médico se o hospital onde você vai operar fornece a bolsa de perna. Se não fornecer, compre o modelo recomendado antes e leve com você.

Cuidados diários com a sonda e com a ferida operatória

  • Prenda a sonda na coxa com micropore. Se a sonda for tracionada por acidente, o esparadrapo absorve o tranco e protege o balão dentro da bexiga.

  • Você pode tomar banho normalmente, com sonda e bolsa: água, sabonete e xampu, inclusive lavando a ferida operatória.

  • Depois do banho, mantenha a região genital limpa e seca. Havendo um pouco de sangue ou muco ao redor da sonda, limpe apenas com água e sabão.

  • Não use água oxigenada, mercúrio-cromo, pomadas ou antissépticos coloridos. Não são necessários.

  • Lave as mãos antes e depois de manipular a bolsa coletora.

  • O antibiótico oral prescrito na alta é suficiente para prevenir infecção urinária.

E o dreno abdominal?

Hoje o dreno é exceção, não regra. Com a redução do sangramento na cirurgia robótica, praticamente não usamos mais. Para dar uma ideia, a última vez que precisei colocar um dreno abdominal foi em 2019, em um paciente de 140 kg e uma cirurgia particularmente longa.

Se, ainda assim, você receber alta com dreno, o cuidado é simples: esvazie o conteúdo, anote o volume drenado, aperte a pera para restabelecer o vácuo e feche o orifício. É o vácuo que mantém a drenagem funcionando.

Quando posso dirigir, trabalhar e voltar à academia?

Aqui a resposta honesta é: depende do que você chama de atividade física.

  • Trabalho intelectual e direção: cerca de 10 dias após a operação — na prática, dois dias depois de retirar a sonda — a maioria dos pacientes já retoma a rotina.

  • Academia e exercícios de maior intensidade: costumo pedir 45 dias, e só liberar depois da primeira rodada de exames pós-operatórios (ultrassom e exame de urina). Estando tudo bem, sem coágulos e sem extravasamento de urina, liberamos atividades leves: esteira e exercícios leves de braço e perna.

E como saber se um peso é leve ou pesado? Uso uma regra simples com meus pacientes: tudo que você levanta com uma mão é leve; tudo que exige as duas mãos ou o apoio do tronco é peso.

Vale a ressalva: essas orientações são gerais. Um paciente com limitação de quadril talvez comece por hidroginástica; outro, habituado à musculação pesada, precisará de mais cautela. Quem individualiza é o seu médico.

Vou precisar tirar os pontos?

Não. Usamos um fio absorvível chamado monocryl, o mesmo empregado em cirurgia plástica, que fica sob a pele. O que você vê é apenas um risquinho fino. O fio é reabsorvido pelo próprio organismo, em geral entre 3 e 6 semanas.

Qual deve ser o PSA depois da retirada da próstata?

Essa é uma das perguntas mais importantes de todo o acompanhamento — e uma das que mais geram confusão.

Sem próstata, o PSA precisa ficar abaixo de 0,2 ng/mL. O exame costuma ser colhido cerca de 40 a 45 dias depois da operação.

Uma analogia que uso no consultório: imagine que o PSA é uma nota de 1 real. Se o seu valor estiver abaixo de 20 centavos, está dentro do esperado. Muito paciente vê 0,07 e se assusta, achando que é alto — quando, na verdade, 0,07 é bem menor que 0,2.

Se o PSA não atingir esse patamar, ou se voltar a subir ao longo do seguimento, isso sugere doença residual. Nesses casos, a investigação costuma incluir exames de imagem como o PET-PSMA, e o tratamento pode ser complementado com radioterapia. Não é um veredito — é uma etapa a mais no plano de tratamento, e ela existe justamente porque o seguimento foi bem feito.

O calendário de exames dos cinco primeiros anos

  • Do 1º ao 2º ano: exames a cada 3 meses.

  • Do 3º ao 5º ano: exames a cada 6 meses.

  • Exames básicos: PSA total, ultrassom e exame de urina. O PSA livre não é mais necessário depois da cirurgia.

Cada caso pode exigir exames adicionais — isso é individual e definido pelo seu urologista, conforme o estadiamento e o resultado do anatomopatológico.

Quanto tempo demora para a ereção voltar?

Essa é a variável mais imprevisível de todo o pós-operatório, e merece uma resposta franca.

A resposta padrão de literatura é de até 18 meses. Mas essa média esconde diferenças enormes entre pacientes, porque a recuperação depende de três fatores combinados: as características do paciente, as características da doença e a possibilidade técnica de preservar os nervos.

Para dar uma noção da diferença que a idade faz, entre pacientes com preservação bilateral dos nervos: homens com menos de 60 anos costumam apresentar recuperação bem mais rápida — na casa de 70% já com ereção seis meses após a cirurgia — enquanto, no mesmo grupo com 65 anos ou mais, essa proporção cai para cerca de 43% no mesmo prazo. Homens jovens, não obesos, não diabéticos e não tabagistas evoluem consistentemente melhor do que pacientes com múltiplas comorbidades.

Por isso não trabalhamos com espera passiva, e sim com uma estratégia de reabilitação, que pode incluir:

  • Avaliação pré-operatória cuidadosa da função erétil;

  • Fisioterapia pélvica antes e depois da cirurgia;

  • Vasodilatadores orais, como a tadalafila;

  • Bomba de vácuo;

  • Em casos selecionados, ultrassom microfocado peniano;

  • Medicação injetável intracavernosa, quando a via oral não é suficiente;

  • Em última linha, a prótese peniana, que é uma solução definitiva e com altos índices de satisfação.

Nenhuma dessas etapas é escolhida aleatoriamente: elas seguem uma sequência, e cada uma tem indicação, benefício e limitação próprios, discutidos individualmente.

Fisioterapia pélvica: antes ou depois da cirurgia?

Depois da cirurgia, é obrigatória. É o principal recurso conservador para acelerar o retorno do controle urinário.

Antes da cirurgia, recomendo a todos os meus pacientes pelo menos uma ou duas sessões — para aprender a identificar e ativar corretamente a musculatura do assoalho pélvico antes de precisar dela. Vale registrar, com honestidade científica, que a evidência sobre o treinamento pré-operatório é heterogênea: há ensaios clínicos randomizados mostrando menor perda urinária e melhor função muscular quando o treino começa antes da operação, e há metanálises que não encontraram diferença nas taxas de continência aos 3, 6 e 12 meses. O que é consenso é o valor do treinamento conduzido por fisioterapeuta especializado e da preservação meticulosa dos feixes neurovasculares durante a cirurgia.

A notícia de 2026: cirurgia robótica agora tem cobertura obrigatória

Durante anos, a barreira do paciente brasileiro não foi técnica — foi de acesso. Isso mudou.

A prostatectomia radical assistida por robô foi incorporada ao Rol de Procedimentos da ANS pela Resolução Normativa nº 654/2025, com Diretriz de Utilização própria, tornando-se a primeira cirurgia robótica com cobertura obrigatória pelos planos de saúde no Brasil, com vigência em 2026. A cobertura vale para pacientes com câncer de próstata localizado ou localmente avançado, com estadiamento confirmado e indicação de médico habilitado.

Atenção a um ponto que gera confusão: a obrigatoriedade vale para o câncer de próstata. Não se estende, por ora, à cirurgia robótica para doença benigna da próstata, câncer de rim ou câncer de bexiga.

Perguntas frequentes sobre o pós-operatório da cirurgia de próstata

Quantos dias fico com a sonda depois da cirurgia de próstata?

Na maioria absoluta dos casos, 7 dias. Em cirurgias tecnicamente mais difíceis o urologista pode manter a sonda por até 10 dias, e em situações raras por duas semanas. A retirada é feita no consultório, é rápida e não exige anestesia.

Posso tomar banho com a sonda depois da prostatectomia?

Sim. Você pode tomar banho normalmente com a sonda e a bolsa coletora, usando água e sabonete, inclusive lavando a ferida operatória. Depois do banho, mantenha a região genital limpa e seca, sem usar pomadas ou antissépticos.

Qual é o valor normal do PSA após a retirada da próstata?

O PSA deve ficar abaixo de 0,2 ng/mL. Esse valor costuma ser verificado cerca de 40 a 45 dias após a cirurgia. Valores acima disso, ou um PSA que volta a subir durante o seguimento, sugerem doença residual e exigem investigação complementar.

Quanto tempo depois da cirurgia de próstata posso dirigir e voltar a trabalhar?

Em geral, cerca de 10 dias após a operação, aproximadamente dois dias depois da retirada da sonda, já é possível dirigir e retomar atividades intelectuais. Atividades de academia costumam ser liberadas após 45 dias e uma rodada de exames pós-operatórios.

A cirurgia de próstata é feita pelo pênis?

Não. A próstata é retirada por via abdominal. Na cirurgia robótica o acesso é feito por pequenos furos na barriga, e a peça cirúrgica é retirada por uma pequena ampliação da incisão do umbigo.

Preciso tirar os pontos da cirurgia de próstata?

Não. O fio utilizado é absorvível (monocryl), fica sob a pele e é reabsorvido pelo próprio organismo em 3 a 6 semanas. O que permanece visível é apenas uma linha fina na pele.

A ereção volta depois da prostatectomia radical?

Pode voltar, e o prazo é variável: a referência habitual é de até 18 meses. A recuperação depende da idade, das comorbidades, das características do tumor e da possibilidade de preservar os nervos da ereção, e melhora significativamente com um programa estruturado de reabilitação.

O robô faz a cirurgia de próstata sozinho?

Não. O robô não opera. Quem opera é o cirurgião, sentado a um console na mesma sala, controlando os instrumentos em tempo real. O equipamento oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos que articulam 360 graus, mas a decisão e o movimento são do cirurgião.

Onde continuar estudando o seu momento do tratamento

Nosso canal no YouTube tem mais de mil vídeos gratuitos, produzidos ao longo de dez anos. Para que esse volume não vire confusão, criamos o Portal Rota Azul: uma curadoria gratuita que organiza esse conteúdo por etapa da jornada. Você responde a algumas perguntas — se já tem diagnóstico, se já fez tratamento — e o portal mostra apenas os vídeos relevantes para onde você está agora. Quem já operou, por exemplo, não precisa de vídeos sobre biópsia: precisa de reabilitação da continência e da ereção. O acesso é gratuito, em www.rotazul.ong.br.

O que levar deste guia

O pós-operatório da cirurgia de próstata é previsível na maior parte dos seus passos: 24 horas de internação, 7 dias de sonda, 10 dias para retomar a rotina, 45 dias para a academia, PSA abaixo de 0,2 no primeiro controle e um seguimento de cinco anos. A recuperação urinária e sexual é a parte que exige mais paciência — e é justamente ali que fisioterapia, medicação e acompanhamento próximo fazem diferença real.

Se você está se preparando para operar, leve suas dúvidas por escrito à consulta. Pergunte sobre a técnica que será usada, sobre a preservação dos nervos, sobre a bolsa de perna, sobre a fisioterapia antes da cirurgia. Paciente informado não é paciente ansioso — é paciente preparado.

Se você deseja uma avaliação especializada ou uma segunda opinião sobre o seu caso, nossa equipe atende presencialmente em São Paulo e por teleconsulta para pacientes de todo o Brasil. Agende sua consulta.

Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica individual. As orientações aqui descritas refletem a conduta da nossa equipe e podem variar conforme o caso, o serviço e o cirurgião responsável.

Dr. Bruno Benigno — CRM-SP 126265 | RQE 60022 | Urologista e Uro-oncologista | Cirurgia Robótica

Clínica Uro Onco — R. Borges Lagoa, 1070, Vila Mariana, São Paulo/SP

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