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Terapia Focal no Câncer de Próstata: o que muda com a liberação do HIFU e da crioablação pelo CFM

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    Dr. Bruno Benigno
  • há 3 horas
  • 12 min de leitura

O tratamento do câncer de próstata no Brasil acaba de ganhar duas novas possibilidades. Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução CFM nº 2.457/2026 e voltou a autorizar o uso do HIFU (ultrassom focado de alta intensidade) e da crioablação para tratar apenas a área da próstata onde o tumor está, preservando o restante da glândula. A promessa é reduzir dois efeitos colaterais que assombram os homens há décadas: a incontinência urinária e a disfunção erétil.


A decisão foi tema do programa RF Debate, da RFTV, que ouviu o urologista e oncologista Dr. Bruno Benigno, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e diretor da Clínica Uro Onco. Em 25 minutos de entrevista, ele esclarece o ponto que mais gera confusão entre pacientes: a terapia focal não substitui a cirurgia nem a radioterapia. Ela ocupa um espaço novo, estreito e muito bem definido.


"A terapia focal não vem para acabar com a cirurgia, ela não vem para acabar com a radioterapia. Mas, quando bem indicada, ela pode ser uma estratégia de tratamento para homens que têm doença localizada na próstata, de pequeno volume e de baixa agressividade. Não é para todo mundo."

Assista à entrevista completa abaixo e, na sequência, entenda o que a decisão do CFM muda na prática.



O que o CFM decidiu e por que isso importa


A Resolução CFM nº 2.457/2026, publicada em 27 de maio de 2026, encerra um hiato regulatório de mais de cinco anos. As técnicas focais já eram realizadas no Brasil desde o início da década de 2010, mas foram suspensas quando o próprio Conselho concluiu que estavam sendo oferecidas de forma indiscriminada, sem critério de seleção. Os pesquisadores voltaram à bancada, novos dados de segurança foram produzidos e a autorização retornou, agora com regras claras.


"O CFM falou: gente, não pode fazer tratamento para todos os pacientes indiscriminadamente. E aí suspendeu. Os pesquisadores voltaram para a bancada e trouxeram novos dados de segurança. Com esses novos dados, o CFM fez a revisão e disse: ok, a terapia focal é segura, mas para essa parcela muito específica de pacientes."

O texto da resolução é explícito ao afirmar que a terapia focal não é o tratamento primário padrão-ouro do câncer de próstata. A prostatectomia radical e a radioterapia continuam sendo as opções de referência para a doença localizada. A terapia focal entra como alternativa em um grupo selecionado.


O número que dimensiona o problema: segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil no triênio 2026-2028, um risco de 74,62 casos para cada 100 mil homens [7]. É o tumor mais frequente entre os homens brasileiros, excluídos os de pele não melanoma.


O que é terapia focal: a lógica da lupa e da pinta na pele


O raciocínio por trás da terapia focal é simples de entender. Em vez de remover ou irradiar toda a próstata, o médico localiza o foco da doença e destrói apenas aquele ponto, usando um agente físico: calor, no caso do HIFU, ou frio, no caso da crioablação.


Na entrevista, o Dr. Bruno Benigno recorre a duas analogias que traduzem bem o conceito. A primeira é a da lupa:


"Ele aquece igual a uma lupa. A temperatura fica quente no foco da lupa, mas se você coloca a mão fora do foco, não queima a mão. É a mesma coisa no HIFU, só que, em vez de luz, é uma energia sonora, e ela aquece o tecido exatamente nos pontos onde o tumor está."

A segunda analogia responde à pergunta que quase todo paciente faz: por que não tirar tudo, por segurança?


"É como se eu tivesse um câncer aqui na pele, no meu antebraço. O médico teria que tirar minha mão toda? Se é uma pinta pequenininha, que não está tomando a minha mão inteira, para que eu vou tirar todo o membro? Eu tiro um pedacinho e acompanho."

A palavra-chave dessa segunda frase é acompanho. A terapia focal só faz sentido acoplada a um seguimento rigoroso, porque tratar um foco não impede o surgimento de outro em uma região diferente da glândula.


Quem pode fazer: os critérios que separam 30% de 70%


Este é o ponto central da resolução e o que o Dr. Bruno Benigno mais enfatiza na entrevista. O câncer de próstata é, na maioria das vezes, uma doença multifocal: está em vários pontos da glândula ao mesmo tempo.


"Na maioria das vezes, 70% a 80% das vezes, os homens têm a doença em vários pontos da próstata. Para esses homens, a terapia focal não se aplica. A gente está falando de uns 30% que descobrem a doença naquilo que a gente chama de focalizado."

Segundo a Resolução CFM nº 2.457/2026 [6], o candidato ideal reúne as seguintes características:


1. Risco intermediário favorável


A escala de agressividade utilizada hoje é o grupo ISUP, que vai de 1 a 5 (a antiga classificação de Gleason, de 6 a 10, corresponde a ela). O melhor candidato é o paciente ISUP 2, o Gleason 7 (3+4). O paciente ISUP 1 (Gleason 6) normalmente nem precisa de tratamento: a conduta de escolha é a vigilância ativa. Já os tumores de risco intermediário desfavorável, alto e muito alto estão expressamente vedados pela resolução.


2. Lesão unifocal e unilateral


O tumor precisa estar concentrado em um único foco, restrito a um dos lados da glândula. Próstata tomada por doença em vários pontos é indicação de tratamento radical, não focal.


3. Concordância entre imagem e biópsia


A lesão vista na ressonância magnética multiparamétrica (e, quando indicado, no PET-PSMA) precisa coincidir com o achado da biópsia. Se os exames apontam para lugares diferentes, o mapa da doença não é confiável o suficiente para justificar um tratamento dirigido.


"Ele fez a ressonância, tem lá um nódulo. Fez o PET-PSMA e confirma que tem um nódulo. E a biópsia confirma também que o tumor está só ali. Esse é o grupo de homens que pode ser candidato à terapia focal."

4. Situações excepcionais previstas na resolução


A norma também admite a terapia focal como tratamento de resgate após falha de radioterapia externa ou braquiterapia e, em caráter excepcional, em pacientes de baixo risco com lesões volumosas ou com baixa adesão à vigilância ativa.


"O tratamento que estava antes proibido no Brasil volta a poder ser oferecido, mas com critério de seleção. A mensagem é: terapia focal é um grande avanço para a doença inicial e um excelente avanço para quem teve doença que voltou depois da radioterapia. Mas o critério de seleção é o mais importante."

HIFU e crioablação: como cada técnica funciona


HIFU: ultrassom focado de alta intensidade


A sigla vem do inglês High Intensity Focused Ultrasound. O paciente vai ao centro cirúrgico, recebe anestesia e o equipamento é introduzido por via retal. A imagem da ressonância magnética é carregada na máquina, que emite energia sonora concentrada e eleva a temperatura no alvo a cerca de 90 graus Celsius, destruindo o tecido tumoral ponto a ponto, sem cortes e sem sangramento.


Crioablação: o congelamento do foco


Na crioablação, o caminho é diferente. Agulhas são inseridas pelo períneo, a região entre a bolsa escrotal e o reto, e promovem ciclos de congelamento e descongelamento que provocam a morte celular na área tratada. Também é um procedimento guiado por imagem, feito sob anestesia e sem incisões.


Outras modalidades de terapia focal, como a eletroporação irreversível (IRE / NanoKnife), não estão autorizadas pelo CFM neste momento e permanecem em investigação clínica.


O melhor cenário: resgate depois da radioterapia


Um dado pouco divulgado na cobertura da notícia é que a terapia focal nasceu, na França, no fim dos anos 1990, justamente para resolver um problema clínico específico: o que fazer com o homem cujo câncer voltou depois da radioterapia.


O impasse é conhecido. Não é possível repetir a radioterapia no mesmo local, porque o tecido não tolera uma segunda dose e entraria em necrose. E a cirurgia de resgate é tecnicamente muito difícil: após a irradiação, os planos anatômicos da próstata, que normalmente se separam como as camadas de uma cebola, ficam aderidos.


"Depois da radioterapia, o tecido fica grudado, soldado, como se fosse embalado a vácuo. Quando o cirurgião tentava operar, era praticamente impossível preservar os nervos da ereção e muito difícil preservar o esfíncter da urina. O paciente até ficava curado do câncer, mas a qualidade de vida piorava demais."

Foi nesse contexto que a primeira geração do HIFU mostrou que era possível controlar a doença recidivada sem o preço da incontinência urinária. É, até hoje, o cenário em que a terapia focal apresenta seus melhores resultados relativos.


O que diz a evidência científica


A liberação do CFM se apoia em uma base de dados que amadureceu na última década. As séries mais robustas mostram um retrato consistente: bom controle oncológico de médio prazo, baixa taxa de complicações graves e necessidade real de retratamento em uma parcela dos pacientes.


Série britânica com 1.379 homens (European Urology, 2022). O registro HEAT, com dados de 13 centros do Reino Unido coletados entre 2005 e 2020, acompanhou 1.379 pacientes tratados com HIFU focal. A sobrevida livre de falha em 7 anos foi de 69%, sem diferença estatística entre risco intermediário (68%) e alto risco (65%). Complicações Clavien-Dindo maiores que grau 2 ocorreram em apenas 0,5% dos casos. Ao longo do seguimento, 252 pacientes precisaram de novo tratamento focal e 92 de tratamento radical de resgate [1].


Comparação entre HIFU e crioablação (The Journal of Urology, 2021). Estudo com 274 homens tratados em centro de alto volume não encontrou diferença entre as duas técnicas quanto à necessidade de tratamento adicional, nem influência da localização da lesão (base, meio ou ápice) sobre a taxa de falha. A conclusão prática: lesão apical não deve ser considerada critério de exclusão [2].


Risco intermediário em experiência de 10 anos (Archivio Italiano di Urologia e Andrologia, 2022). Em 150 pacientes de risco intermediário tratados com HIFU ou crioablação, a sobrevida livre de falha foi de 75,6% em 2 anos e 53,6% em 4 anos. Complicações foram incomuns (13%), com apenas um paciente acima de Clavien-Dindo II e nenhum óbito relacionado ao tratamento. O nadir do PSA e a queda percentual do PSA aos 3 meses foram os melhores preditores de sucesso [3].


Dados brasileiros (The Prostate, 2024). Estudo conduzido no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e no Hospital Brigadeiro acompanhou 123 pacientes tratados com HIFU entre 2017 e 2020, com seguimento mediano de 54 meses. Em 23,6% houve necessidade de tratamento radical posterior. O achado mais relevante para o paciente: a experiência do cirurgião foi fator independentemente associado à falha do tratamento, com desfechos significativamente piores entre cirurgiões com menor volume de procedimentos [4].


Série francesa multicêntrica (Progrès en Urologie, 2023). Entre 137 pacientes de risco baixo e intermediário, a taxa de retratamento em 24 meses foi de 37,2%, e 21% desenvolveram disfunção erétil de novo. Os autores concluem por menor morbidade em relação aos tratamentos radicais, com controle oncológico aceitável, enquanto ensaios randomizados seguem em andamento [5].


A leitura honesta desses dados é a seguinte: a terapia focal troca uma parcela de controle oncológico de longo prazo por uma preservação funcional substancialmente melhor. Para o paciente certo, essa troca compensa. Para o paciente errado, não.

Como é a recuperação


Este é o argumento mais forte da técnica no dia a dia do consultório. Por se tratar de um procedimento que destrói apenas pequenos pontos da glândula, sem cortes e sem sangramento significativo, o paciente costuma receber alta no dia seguinte.


Uma sonda vesical permanece por alguns dias e, em muitos casos, é retirada em ambulatório. O retorno ao trabalho ocorre, em geral, em menos de dez dias. E, como o esfíncter urinário não é manipulado, os pacientes normalmente não passam pelo período de perdas urinárias que costuma acompanhar as primeiras semanas ou meses após uma prostatectomia radical.


"Como não vai mexer no esfíncter urinário, os pacientes em geral não passam por aquele período de perdas urinárias de algumas semanas ou meses depois de uma cirurgia. Eu acho que esse é o grande carro-chefe da terapia focal."

O seguimento é obrigatório e faz parte do tratamento


A resolução do CFM não autoriza apenas o procedimento: ela define o protocolo de acompanhamento. Quem faz terapia focal assume um compromisso de vigilância.


O protocolo previsto inclui PSA a cada três meses no primeiro ano; PSA semestral no segundo e no terceiro ano e, depois, anual; ressonância magnética multiparamétrica anual; e biópsia de próstata entre 6 e 12 meses após o procedimento, para avaliar a resposta ao tratamento [6].


A razão é direta: tratar um foco não elimina a possibilidade de surgimento de outro. E, como lembra o Dr. Bruno Benigno, esse é um risco que também existe, em outra medida, nos tratamentos radicais.


"Há quem diga: então quer dizer que o paciente pode não ficar totalmente curado? Sim, pode. Assim como na cirurgia também pode não ficar. Por isso o acompanhamento vem junto."

Já está disponível no Brasil?


O marco do CFM é regulatório: a partir dele, o médico pode oferecer o procedimento sem o risco de estar propondo um tratamento não aprovado no país. A disponibilidade prática, porém, ainda está sendo reconstruída.


Com as máquinas desativadas por mais de cinco anos, os equipamentos passam agora por manutenção e a cadeia de suprimentos de insumos, nenhum deles fabricado no Brasil, precisa ser refeita. Na rede pública de São Paulo, o Hospital Brigadeiro dispõe de equipamento de terapia focal; a maior parte dos aparelhos está concentrada em serviços privados.


"O marco do CFM foi o marco regulatório. Agora cabe ao mercado, ao setor privado e ao setor público se organizarem para a gente passar a oferecer isso aos pacientes."

A cicatriz social que precisa ser desfeita


Há um ponto da entrevista que extrapola a discussão técnica e talvez seja o mais importante para o leitor. O medo que cerca o câncer de próstata no Brasil foi construído a partir da realidade das décadas de 1980 e 1990, quando o diagnóstico costumava ser tardio e as cirurgias, necessariamente agressivas.


"Socialmente, quando um homem dizia que tirou a próstata, era praticamente como se ele estivesse dizendo para todo mundo: agora eu estou usando fralda e agora eu não tenho mais ereção. Só que isso ficou. Essa cicatriz social persistiu."

O cenário mudou. O rastreamento anual com PSA e exame clínico, a ressonância magnética multiparamétrica, a biópsia guiada por fusão de imagens, o PET-PSMA, a cirurgia robótica (26 anos no mundo, presente no Brasil desde 2008), a evolução das técnicas de radioterapia e, agora, a terapia focal compõem um arsenal que simplesmente não existia.


"Diagnóstico de câncer de próstata não é igual a ficar com impotência. Diagnóstico de câncer de próstata não é igual a ter que usar fralda pelo resto da vida. Não é ser menos homem."

Perguntas frequentes


A terapia focal substitui a cirurgia de próstata?


Não. A Resolução CFM nº 2.457/2026 é explícita: a cirurgia radical e a radioterapia seguem como tratamentos padrão do câncer de próstata localizado. A terapia focal é uma alternativa para um grupo selecionado de pacientes, com doença unifocal, unilateral e de risco intermediário favorável.


Quem tem Gleason 7 pode fazer terapia focal?


Pode ser candidato, desde que se trate de Gleason 7 (3+4), correspondente ao ISUP 2, com lesão única, restrita a um lado da próstata e com concordância entre imagem e biópsia. Gleason 7 (4+3), classificado como ISUP 3, já corresponde a risco intermediário desfavorável e está fora dos critérios da resolução.


A terapia focal cura o câncer de próstata?


Ela pode controlar a doença no foco tratado com boas taxas de sucesso em médio prazo, cerca de 69% de sobrevida livre de falha em 7 anos na maior série publicada [1]. Mas não elimina a possibilidade de surgimento de novo foco em outra região da glândula, o que torna o seguimento com PSA, ressonância e biópsia parte indissociável do tratamento.


HIFU ou crioablação: qual é melhor?


Os estudos comparativos disponíveis não mostraram diferença significativa entre as duas técnicas quanto ao controle oncológico de médio prazo [2]. A escolha depende das características da lesão, da anatomia do paciente, da disponibilidade do equipamento e da experiência da equipe.


Quem já fez radioterapia pode fazer terapia focal?


Sim, e esse é justamente o cenário em que a terapia focal apresenta os melhores resultados relativos. A resolução do CFM autoriza expressamente o uso como tratamento de resgate após falha de radioterapia externa ou braquiterapia, situação em que repetir a radiação é inviável e a cirurgia de resgate é tecnicamente muito difícil.


O SUS e os convênios cobrem a terapia focal?


A autorização do CFM é regulatória e não define automaticamente cobertura. A incorporação pelo SUS e a inclusão no rol da ANS seguem trâmites próprios. Na prática, neste momento o acesso está concentrado em serviços que dispõem do equipamento, em São Paulo.


O que fazer a partir daqui


Se você foi diagnosticado com câncer de próstata localizado, ou está em vigilância ativa e ouviu falar sobre HIFU e crioablação, o caminho é uma avaliação que reúna: PSA, exame clínico, ressonância magnética multiparamétrica com laudo PI-RADS, biópsia com mapeamento das amostras por região e, quando indicado, PET-PSMA. Só com esse conjunto é possível saber se a sua doença é realmente focalizada.


"O objetivo não é só tratar o câncer, que já é muita coisa. A gente quer tratamento do câncer com mínimo impacto, ou nenhum impacto, na qualidade de vida dos nossos pacientes. É nesse sentido que a medicina avança, e é um motivo para comemorar."

A equipe da Clínica Uro Onco realiza avaliação completa para terapia focal, incluindo revisão de lâminas de biópsia e de exames de imagem, em São Paulo e por teleatendimento.


Agende sua consulta com o Dr. Bruno Benigno. Telefone: (11) 2769-3929. WhatsApp: (11) 99590-1506. Site: www.clinicauroonco.com.br. Endereço: R. Borges Lagoa, 1070, Vila Mariana, São Paulo - SP.


Referências


[1] Reddy D, Peters M, Shah TT, et al. Cancer Control Outcomes Following Focal Therapy Using High-intensity Focused Ultrasound in 1379 Men with Nonmetastatic Prostate Cancer: A Multi-institute 15-year Experience. Eur Urol. 2022;81(4):407-413. doi.org/10.1016/j.eururo.2022.01.005


[2] Stabile A, Sanchez-Salas R, Tourinho-Barbosa R, et al. Association between Lesion Location and Oncologic Outcomes after Focal Therapy for Localized Prostate Cancer Using Either High Intensity Focused Ultrasound or Cryotherapy. J Urol. 2021;206(3):638-645. doi.org/10.1097/JU.0000000000001787


[3] Dias N, Rodriguez-Sanchez L, Colandrea G, Macek P, Cathelineau X. Medium-term oncological outcomes of intermediate-risk prostate cancer treated with HIFU or cryotherapy. A single center 10-year experience. Arch Ital Urol Androl. 2022;94(4):413-419. doi.org/10.4081/aiua.2022.4.413


[4] Murta CB, Pontes Júnior J, de Souza Filho PHF, et al. Prostate cancer focal therapy: surgeon experience influences oncological results. Prostate. 2024;85(1):58-64. doi.org/10.1002/pros.24800


[5] Debard C, Margue G, Klein C, et al. Oncological and functional results of focal treatment of localized prostate cancer with HIFU. Prog Urol. 2023;33(15-16):966-973. doi.org/10.1016/j.purol.2023.09.012


[6] Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.457, de 27 de maio de 2026. Autoriza o uso do HIFU e da crioablação no tratamento do câncer de próstata em pacientes selecionados. Brasília: CFM; 2026. portal.cfm.org.br


[7] Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa de incidência de câncer no Brasil, triênio 2026-2028. Rio de Janeiro: INCA; 2025.


[8] RFTV. RF Debate: Menos sequelas? Conheça as novas terapias para câncer de próstata. Entrevista com Dr. Bruno Benigno, 15 de agosto de 2026. youtu.be/fWHL96whHdE


Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento do câncer de próstata devem ser individualizados por um urologista.


Dr. Bruno Benigno. Urologista. CRM-SP 126265. RQE 60022. Clínica Uro Onco. R. Borges Lagoa, 1070, Vila Mariana, São Paulo - SP.


 
 
 

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